# História Para Dormir > São dezenas de historinhas para ler online agora mesmo ## Posts - [A melodia da chuva que acorda a ilha](https://www.historiaparadormir.com.br/a-melodia-da-chuva-que-acorda-a-ilha/) - [A biblioteca que respira](https://www.historiaparadormir.com.br/a-biblioteca-que-respira/) - [A cidade das nuvens](https://www.historiaparadormir.com.br/a-cidade-das-nuvens/) - [O Rei Midas e o Toque de Ouro](https://www.historiaparadormir.com.br/o-rei-midas-e-o-toque-de-ouro/) - [O Lobo e o Cordeiro](https://www.historiaparadormir.com.br/o-lobo-e-o-cordeiro/) - [O Rouxinol e o Imperador](https://www.historiaparadormir.com.br/o-rouxinol-e-o-imperador/) - [A Pequena Vendedora de Fósforos](https://www.historiaparadormir.com.br/a-pequena-vendedora-de-fosforos/) - [O pequeno polegar](https://www.historiaparadormir.com.br/o-pequeno-polegar/) - [Daniel na Cova dos Leões](https://www.historiaparadormir.com.br/daniel-na-cova-dos-leoes/) - [A Canção do Vale Adormecido](https://www.historiaparadormir.com.br/a-cancao-do-vale-adormecido/) - 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A ilha era pequena demais para ter grandes estradas, mas grande o bastante para ter histórias que respingavam pelas pedras do caminho. As casas eram de conchas tie-dye, brilhando ao sol como se tivessem escorregado de um sonho dourado. O cheiro da maresia misturava-se ao perfume das jasmins que cresciam nas janelas, e o som constante das ondas parecia uma batida suave, como o coração da própria ilha. Maria adorava ouvir a chuva quando chegava. Não a chuva comum, da cidade, com o barulho seco de motores, mas a chuva da ilha, que chegava em passos lentos, como se cada gota fosse uma música que decidia onde pousar. Havia dias em que o céu parecia uma grande corda being puxada por mãos invisíveis, e a chuva chegava cantando, carregando histórias de lugares distantes. Nesses dias, Maria sentava-se à beira da enseada, fechava os olhos e pretendia ouvir o que a ilha tinha para contar. O acorde que ficou preso Certo verão, a chuva demorou. Não era apenas a água que faltava, era o som. A ilha, que sempre guardava uma canção nas frestas das conchas, parecia perder o ritmo. Um silêncio pálido se espalhara entre as árvores luminescentes, e até o mar, acostumado a ronronar, ficou em repouso, como se tivesse se desculpado por acordar ninguém. Maria tentou ouvir, mas apenas o farfalhar das folhas respondia, em uma conversa tímida entre o... No bairro onde as casas respiram o cheiro de café fresco e as janelas sorriem para o céu, vivia uma menina chamada Lívia. Ela não era a mais alta da sala nem a mais veloz na corrida escolar, mas tinha um talento especial: uma curiosidade que parecia ter vida própria. Sempre que abria um livro, sentia que as palavras tinham cheiros, sons e cores que caminhavam ao seu redor. Não era apenas leitura; era uma conversa entre o leitor e o mundo contido nas páginas. Um dia, ao explorarem a antiga biblioteca municipal, Lívia encontrou uma ala que ninguém visitava há muitos anos. As estantes eram altas como paredes de uma fortaleza, cobertas por teias finas de poeira de tempo e poeira de estrelas. No meio daquele silêncio tão profundo que parecia cantar, havia um exemplar que parecia pulsar como um coração. Era um livro com a lombada roxa desbotada e letras prateadas que brilhavam sempre que a luz tocava. O título, quase apagado, dizia: A Biblioteca que respira. Quando Lívia o abriu, o ar ao redor ganhou cheiro de chuva de outono e uma leve brisa que não vinha de nenhuma janela. Quando as páginas acordam uma manhã Logo de cara, a menina percebeu que não era apenas texto em papel. As palavras formavam pequenas criaturas de vidro e tinta que flutuavam entre as páginas, como borboletas de conhecimento. O livro parecia ter ganhado vida própria, uma vida que não pertencia a quem o escrevia, mas a quem o... Era uma vez uma menina chamada Luma que morava numa vila junto ao pé das montanhas. A vila não era grande, mas tinha risos, cores e histórias antigas que pareciam sussurros das árvores. O segredo mais doce, porém, estava acima das nuvens: uma camada de nuvens que brilhava como algodão-doce, onde o vento era professor e a chuva, música sábia para quem quisesse ouvir. Desde pequena, Luma sonhava em subir e construir um lugar entre as nuvens, onde crianças pudessem brincar sem pressa, onde as pontas das pontes fossem madeiras de caramelo e onde o sol desenhasse castelos de luz. Mas todos diziam que era impossível: as nuvens eram frias, rápidas e inalcançáveis. Ainda assim, Luma colecionava suspiros de vento, pedacinhos de arco-íris e histórias de pipa que dançavam no céu. O enigma do guarda-nuvens Um dia, ao voltarem da escola, Luma encontrou um anel de metal enferrujado que brilhava como uma pequena lua. No interior, gravado, havia um mapa antigo que parecia apontar para uma crista das nuvens chamada Guarda-Nuvens. Conduzida pela curiosidade, ela seguiu o mapa até o alto das Montanhas de Marfim, onde o ar era doce e o silêncio, musical. No topo, encontrou um velho guardião feito de vento: uma figura translúcida, com olhos que pareciam janelas para o céu: — Quem é você que procura o impossível? — perguntou o guardião com voz de chuva suave. — Sou Luma, e procuro um lugar onde as crianças possam brincar entre as nuvens sem medo e sem... Era uma vez, em um reino distante banhado pelo sol, um rei chamado Midas. Seu palácio era o mais luxuoso que se podia imaginar, com jardins imensos, fontes de mármore e salões repletos de tesouros cintilantes. Midas tinha tudo o que um monarca poderia desejar: poder, servos leais e uma linda filha, a princesa Aurora, cujo sorriso era mais radiante do que todas as suas joias juntas. No entanto, o coração do rei era habitado por uma sombra: uma ambição desmedida pelo ouro. Ele passava dias e noites em seu tesouro, contando e recontando suas moedas, achando que a felicidade completa residia no brilho amarelo do metal precioso. — Ah, se eu pudesse ter mais! — suspirava ele, observando um lingote. — Se tudo o que eu tocasse se transformasse em ouro, então, sim, eu seria o homem mais feliz do mundo! Ele mal sabia que os deuses do Olimpo estavam ouvindo seus sussurros gananciosos. Certo dia, enquanto Midas caminhava por seus jardins, ele encontrou um ancião perdido, que na verdade era o poderoso deus Dionísio, disfarçado. Midas, em um raro momento de bondade genuína, tratou o estrangeiro com grande hospitalidade, oferecendo-lhe comida, vinho e um lugar para descansar. Impressionado com a generosidade do rei, ainda que manchada pela ambição, Dionísio decidiu recompensá-lo. — Rei Midas — disse o deus, revelando sua verdadeira forma radiante —, você me acolheu com bondade. Por isso, concederei um desejo. Peça o que quiser. Sem hesitar, com os olhos brilhando de cobiça, Midas exclamou:—... Uma história para dormir sobre a verdade e a injustiça Era uma vez, num reino distante onde os pinheiros beijavam as nuvens e os riachos cantavam melodias de cristal, uma floresta exuberante e pacífica. Nela, as famílias de animais viviam em relativa harmonia, seguindo as leis antigas da natureza, que prezavam pelo respeito e pela sobrevivência honrada. Havia um riacho, em especial, que era a alma do lugar. Suas águas eram tão límpidas que pareciam feitas de luz líquida, e todos os animais iam até lá para matar a sede e conversar. Numa manhã radiante, enquanto o orvalho ainda brilhava como diamantes na teia das aranhas, um jovem e meigo cordeiro chamado Belo Balanço decidiu se aventurar sozinho até a margem do riacho. Ele era novo no mundo, cheio de uma curiosidade inocente que o impelia a explorar os arredores da clareira onde sua mãe e o rebanho pastavam. — Não vá muito longe, meu filho — baliu sua mãe, com um olhar carinhoso, mas preocupado. — Lembre-se de que a floresta, apesar de linda, guarda perigos. A sombra do Lobo Cinzento às vezes paira sobre nós. Belo Balanço, porém, sentia-se corajoso sob o sol da manhã. Ele saltitou pela trilha, seu casaco branco contrastando com o verde intenso da mata. Ao chegar na beira do rio, inclinou-se para beber as águas frescas e doces que escorriam das montanhas mais altas. Ele mal podia imaginar que, do outro lado do rio, um par de olhos amarelos e famintos o observava... Muito além dos mares, em um reino de nome tão doce que sussurramos ao contar, existia o mais belo palácio que a imaginação poderia conceber. Era feito de porcelana reluzente, com jardins tão vastos que se perdiam de vista, repletos de flores exóticas e árvores centenárias. No centro desse esplendor vivia o Imperador, um homem poderoso acostumado às coisas mais raras e luxuosas do mundo. Seu palácio era uma joia, seu jardim um paraíso, mas sua maior paixão, declarada a todos os ventos, era o canto dos pássaros. Em um canto desses jardins encantados, à beira do mar azul-pavão, vivia um rouxinol. Ele não era grande ou vistoso; suas penas eram de um cinza simples, quase modesto. Mas quando abria o bico para cantar, algo mágico acontecia. Sua voz não era apenas um canto, era uma melodia que parecia vir diretamente da alma da floresta. Era tão doce e comovente que os pescadores, mesmo após longas noites de trabalho no mar, paravam seus afazeres para ouvi-lo. — Ah, que voz celestial! — suspiravam, sentindo o cansaço se dissolver. — É o mais belo som do império. As notícias sobre o rouxinol milagroso viajaram por todo o mundo em livros e relatos, até que, finalmente, chegaram aos ouvidos do próprio Imperador. Sentado em seu trono de ouro, ele franziu a testa, confuso e um tanto ofendido. — Um rouxinol?  No meu próprio jardim?  — ele perguntou, voltando-se para seus cortesãos. — Como é possível que a criatura mais maravilhosa do meu... Era uma vez, na última noite do ano, uma noite tão gelada que as estrelas pareciam lascas de gelo cravadas no veludo negro do céu. Os flocos de neve dançavam lentamente, cobrindo a cidade com um manto branco e silencioso. Por entre as ruas escuras e desertas, onde as luzes das festas brilhavam atrás das janelas fechadas, caminhava uma menina muito pequena e magra. Era a Pequena Vendedora de Fósforos. Descalça, com os pés inchados e azulados de frio, ela arrastava-se pela neve, carregando consigo apenas um velido avental, onde guardava os maços de fósforos que tentava vender durante todo o dia, e alguns punhados deles na mão direita, que tremia incessantemente. — Fósforos, quem quer comprar os meus fósforos? — sua voz era um sussurro rouco, um som tão fraco que se perdia no uivo do vento. Ninguém lhe dera atenção durante todo o dia. Os adultos, apressados em seus casacos de lã, desviavam o olhar. As crianças, abrigadas dentro de casa, não podiam vê-la. O frio era um monstro invisível que mordia sua pele, seus dedos, suas orelhas. Em seus bolsos, não havia uma única moeda. Se voltasse para casa de mãos vazias, seu pai, um homem amargurado pela pobreza, certamente a repreenderia. O medo do castigo e a dor do frio se misturavam em seu peito, formando um nó de desespero. Ela se encolheu no vão de uma parede, entre duas grandes casas, tentando em vão se proteger da ventania cortante. Sentou-se na neve, encolhendo as perninhas... Era uma vez, numa região tão pobre e assolada pela fome que a terra parecia ter esquecido como ser generosa, um lenhador e sua esposa viviam com seus sete filhos numa pequena cabana à beira da floresta. Os tempos estavam tão difíceis que, certa noite, ouvindo o choro fraco de seus filhos com fome, o casal tomou a decisão mais angustiante de suas vidas. Acreditando não ter outra saída, decidiram levar as crianças para o coração da floresta e ali deixá-las. — Talvez alguma alma bondosa as encontre — sussurrou a mãe, com o coração despedaçado. — Aqui, todos nós pereceremos. O mais novo dos filhos era um menino chamado Polegar. Ele não era maior do que um polegar ao nascer, e por isso ganhara esse nome, mas o que lhe faltava em tamanho, sobrava em esperteza e coragem. Naquela noite, enquanto fingia dormir, ele ouviu cada palavra dolorosa que seus pais trocavam. Sem se desesperar, Polegar levantou-se em silêncio, encheu os bolsos do casaco com pequenas pedrinhas brancas que brilhavam sob a luz da lua e voltou para a cama, traçando um plano em sua mente. No dia seguinte, o lenhador, com o rosto marcado pela tristeza, levou os filhos para a floresta para "cortar lenha". Polegar, esperto, foi soltando as pedrinhas brancas ao longo do caminho, marcando a trilha de volta para casa. Quando o pai os deixou sozinhos e a noite caiu, escura e cheia de sons desconhecidos, os irmãos começaram a chorar de medo. — Não... Nesta história bíblica para dormir, vamos conhecer Daniel, um homem que confiava em Deus de todo o coração. Mesmo em meio ao perigo, ele manteve sua fé e foi protegido de forma milagrosa. Prepare-se para uma história cheia de coragem e esperança, perfeita para contar antes de dormir. Daniel, o homem sábio e fiel Há muito tempo, em uma terra chamada Babilônia, vivia um homem chamado Daniel. Ele era conhecido por sua sabedoria, bondade e fé em Deus. Desde jovem, Daniel tinha o costume de orar três vezes por dia, agradecendo e pedindo orientação divina. Daniel trabalhava no palácio do rei Dario. O rei gostava muito dele, pois tudo o que Daniel fazia era com justiça e dedicação. Em pouco tempo, ele se tornou um dos conselheiros mais importantes do reino. Mas nem todos ficaram felizes com isso... A inveja dos outros governantes Alguns homens do palácio começaram a sentir inveja de Daniel. Eles não suportavam vê-lo em uma posição tão respeitada e decidiram encontrar um jeito de prejudicá-lo. Eles sabiam que Daniel era fiel ao seu Deus e que orava todos os dias. Então tiveram uma ideia maldosa: foram até o rei e disseram: “Majestade, que tal fazer uma nova lei? Durante trinta dias, ninguém poderá orar a nenhum deus ou pessoa, apenas ao senhor, o rei. ” O rei Dario achou que era uma boa ideia — ele não percebeu que era uma armadilha. Assim, assinou a lei e decretou que qualquer pessoa que desobedecesse seria jogada na... Era uma vez, em um reino esquecido nos vincos do tempo, um lugar chamado Vale Adormecido. Não era um vale comum, pois ali, a noite não era simplesmente a ausência do dia, mas uma presença viva e aconchegante. As árvores, altas e anciãs, possuíam folhas que sussurravam melodias antigas ao menor sopro do vento. Os riachos não corriam, mas deslizavam em murmúrios líquidos sobre seixos polidos, e a própria luz da lua parecia derreter-se no ar, criando um brilho suave e perolado que acariciava tudo. O povo do vale vivia em paz, guiado pela velha Rainha Elara, cuja voz era tão doce quanto o tilintar dos sinos de cristal. No coração do vale, havia um antigo relógio de sol, conhecido como o Guardião do Sossego. Enquanto seu mostrador de pedra estivesse banhado pela luz prateada da lua, um sono profundo e reparador descia sobre todos os habitantes. As crianças sonhavam com campos de algodão-doce e rios de chocolate morno, e os adultos reviviam as alegrias mais puras de suas vidas. O sono no Vale Adormecido era uma dádiva, um abraço tépido que renovava cada alma. Mas, em uma noite como nenhuma outra, algo mudou. Um silêncio espesso, pesado e vazio, substituiu os sussurros das árvores. O riacho ficou mudo. A luz da lua parecia fraca e distante. E, o pior de tudo, o sono não veio. As crianças reviravam-se em suas camas, inquietas. Os adultos andavam de um lado para o outro, com a mente nublada por uma névoa de... Era uma vez, em um reino distante onde as montanhas tocavam as nuvens e os rios cantavam melodias suaves, uma princesa chamada Luna. Ela vivia em um castelo de pedras brancas que brilhavam como prata sob a luz da lua. Luna era diferente das outras princesas - ela não se interessava por bailes ou vestidos luxuosos. Seu maior tesouro era o tempo que passava todas as noites em seu jardim secreto, um lugar mágico que só florescia quando as estrelas apareciam no céu. Este era seu refúgio especial, onde ela conversava com as flores noturnas e observava as constelações, sonhando com aventuras e descobertas. Mas uma noite, algo extraordinário estava prestes a acontecer, algo que mudaria sua vida para sempre e revelaria o verdadeiro propósito de seu jardim mágico. O Mistério do Jardim Encantado Naquela noite em particular, Luna percebeu que algo estava diferente. As flores de seu jardim, que sempre brilhavam com uma luz suave e prateada, começaram a perder seu brilho. Pétalas que antes reluziam como diamantes agora pareciam opacas e sem vida. A princesa se ajoelhou ao lado de suas flores favoritas, as Estrelinhas-da-Noite, e notou que suas folhas estavam murchando. Seu coração apertou de preocupação. Ela cuidava daquele jardim desde pequena, quando sua avó, a Rainha Celeste, lhe revelou o segredo: aquelas não eram flores comuns, mas sementes trazidas do próprio céu, presenteadas pelos guardiões das estrelas. Cada flor estava conectada a uma estrela no firmamento, e juntas, formavam uma ponte entre o céu e a... Era uma vez, em um reino distante, aninhado entre montanhas de picos nevados e vales verdejantes, vivia a Princesa Esmeralda. Seu nome era uma homenagem aos seus olhos, que brilhavam com a cor das mais raras joias da floresta, e aos seus cabelos, que caíam em cascatas douradas sobre seus ombros. Esmeralda não era uma princesa comum. Enquanto outras princesas sonhavam com bailes e príncipes encantados, ela sonhava com aventuras, com o cheiro da terra molhada após a chuva e com os segredos que as florestas antigas guardavam. Ela passava horas lendo livros na vasta biblioteca do castelo, especialmente aqueles que falavam de criaturas mágicas e terras inexploradas. Sua maior paixão, no entanto, eram os dragões, seres majestosos e incompreendidos que, segundo as lendas, habitavam as cavernas mais profundas das montanhas. O reino de Esmeralda era protegido por uma antiga profecia que dizia que, a cada cem anos, um dragão de escamas cor de obsidiana desceria das montanhas para testar a coragem e a bondade do coração real. Se o coração fosse puro, o dragão traria prosperidade e paz. Se fosse corrompido, traria desolação. A profecia era temida por todos, mas Esmeralda via nela uma oportunidade de provar que os dragões não eram apenas criaturas de destruição, mas guardiões de um poder ancestral. Ela acreditava que a verdadeira força residia na compreensão e no respeito, não na espada. Quando o centésimo ano se aproximou, uma sombra gigantesca começou a pairar sobre o reino. O ar ficou pesado, e um rugido... Era uma vez, no coração de uma floresta antiga e mágica, conhecida como a Floresta Sussurrante, vivia um pequeno ouriço chamado Pipo. Pipo não era um ouriço comum. Enquanto seus irmãos e irmãs passavam os dias procurando frutas e insetos, Pipo sonhava com aventuras. Seus olhos curiosos, que brilhavam como pequenas contas de azeviche, estavam sempre fixos nas copas das árvores, nos riachos cintilantes e nas cavernas escuras, imaginando os segredos que cada canto da floresta guardava. Ele adorava ouvir as histórias para dormir que sua avó contava sobre os tempos antigos, quando animais falavam e a magia era tão comum quanto a luz do sol. A Floresta Sussurrante era um lugar de maravilhas. Árvores gigantescas, com troncos cobertos de musgo e folhas que mudavam de cor a cada hora do dia, formavam um dossel verdejante que filtrava a luz do sol em padrões dançantes no chão da floresta. Flores de todas as cores e tamanhos desabrochavam em clareiras escondidas, e riachos de águas cristalinas serpenteavam entre as raízes das árvores, cantando melodias suaves. Mas o que mais fascinava Pipo era o sussurro constante que dava nome à floresta. Era um som misterioso, como se as árvores estivessem conversando entre si, compartilhando segredos antigos e sabedoria milenar. Pipo passava horas tentando decifrar esses sussurros, convencido de que eles continham a chave para uma grande aventura. Um dia, enquanto explorava uma parte da floresta que nunca havia visitado antes, Pipo ouviu um sussurro mais alto e claro do que o normal.... Era uma vez, em um reino distante, cercado por montanhas majestosas e rios de águas cristalinas, vivia uma jovem princesa chamada Aurora. Seus cabelos eram dourados como os primeiros raios de sol da manhã, e seus olhos, de um azul profundo, refletiam a serenidade do céu. Aurora não era uma princesa comum; ela amava a natureza mais do que bailes e joias. Seus dias eram passados explorando os vastos jardins do castelo e, secretamente, aventurando-se no Bosque Encantado que se estendia além dos muros do reino. Este bosque era famoso por suas árvores antigas, flores que brilhavam no escuro e criaturas mágicas que raramente se mostravam aos humanos. A rainha, sua mãe, sempre a advertia sobre os perigos do bosque, mas a curiosidade de Aurora era maior do que qualquer medo. Desde pequena, Aurora ouvia histórias para dormir sobre o Bosque Encantado. Contos de fadas falavam de uma fonte mágica que concedia desejos, de unicórnios que guardavam segredos antigos e de fadas que dançavam sob a luz da lua. No entanto, a história que mais a fascinava era a do "Canto da Floresta", uma melodia misteriosa que, diziam, só podia ser ouvida por aqueles com um coração puro e uma alma aventureira. Aurora sonhava em ouvir essa melodia, acreditando que ela guardava a chave para um segredo ainda maior, algo que poderia trazer paz e alegria duradouras ao seu reino. Um dia, enquanto caminhava por uma trilha menos conhecida, Aurora encontrou um pequeno pássaro com uma asa ferida. Era um... Era uma vez, em uma pequena e aconchegante casa no final de uma rua tranquila, morava um menino chamado Leo. Ele era um garoto curioso, com cabelos cor de mel e olhos que brilhavam como duas pequenas estrelas. Todas as noites, antes de dormir, a mãe de Leo contava-lhe uma história para dormir. Eram histórias de reinos distantes, de animais falantes e de tesouros escondidos. Leo amava cada uma delas, mas a sua maior vontade era viver a sua própria aventura. Uma noite, enquanto olhava pela janela do seu quarto, Leo viu algo extraordinário. Uma estrela cadente, mais brilhante do que qualquer outra que já tinha visto, riscou o céu e pareceu pousar no topo da colina mais alta da cidade, a Colina do Silêncio. O coração de Leo disparou. Aquela era a sua chance! Ele sabia, com toda a certeza do seu coração de menino, que aquela estrela não era uma estrela qualquer. Era uma estrela dos desejos. Com muito cuidado para não acordar os pais, Leo vestiu o seu casaco, calçou as suas botas e pegou a sua lanterna. Ele deixou um bilhete em cima do seu travesseiro que dizia: "Querida mamãe, fui viver a minha própria história para dormir. Volto logo. Com amor, Leo. " E assim, o pequeno aventureiro saiu pela porta dos fundos, em direção à Colina do Silêncio. A noite estava escura, mas o céu estava repleto de estrelas que pareciam piscar para Leo, encorajando-o na sua jornada. A Colina do Silêncio era mais... Era uma vez uma menina chamada Luna que vivia numa casinha no alto de uma colina, bem longe da cidade. Ela morava com sua vovó, que era muito carinhosa mas já estava ficando velhinha e cansada. Luna tinha um dom muito especial: ela conseguia ver quando as estrelas do céu estavam tristes ou machucadas. Toda noite, ela subia no telhado de sua casa e conversava com elas, cantando canções de ninar para que pudessem dormir em paz. A vovó sempre dizia que Luna tinha um coração de ouro, porque desde pequena ela cuidava de tudo e de todos ao seu redor: dos passarinhos feridos, das flores murchas do jardim, e até das estrelas lá no céu. Mas um dia, algo muito estranho aconteceu. As estrelas começaram a desaparecer uma por uma. Primeiro foram as menorzinhas, depois as médias, até que sobraram apenas as maiores e mais brilhantes. Luna ficou muito preocupada e perguntou para sua vovó: — Vovó, por que será que as estrelas estão sumindo? A vovó balançou a cabeça, pensativa: — Não sei, minha querida. Talvez elas estejam com medo de alguma coisa. Naquela noite, Luna subiu no telhado como sempre fazia, mas o céu estava quase vazio. Apenas uma estrelinha muito pequenininha brilhava fracamente num cantinho. — Estrelinha, o que está acontecendo? Para onde foram suas amigas? — perguntou Luna. A estrelinha piscou tristemente e, com uma voz bem baixinha que só Luna conseguia ouvir, respondeu: — Luna, minhas amigas todas estão se escondendo porque um dragão... Era uma vez, na antiga China, uma jovem chamada Mulan que vivia com sua família em uma pequena aldeia. Mulan era diferente das outras meninas. Enquanto todas sonhavam em se casar e cuidar da casa, ela era esperta, corajosa e um pouco atrapalhada. Seus pais queriam que ela trouxesse honra para a família através de um bom casamento, mas Mulan não conseguia se comportar como as outras moças esperavam. Na verdade, ela foi um verdadeiro desastre quando foi encontrar a casamenteira da aldeia! Isso a deixava muito triste, pois achava que havia decepcionado sua família. A vida tranquila da aldeia mudou quando chegaram notícias terríveis: os hunos, um povo guerreiro liderado pelo cruel Shan Yu, tinham invadido a China. O imperador mandou uma ordem para todas as famílias: um homem de cada casa deveria se alistar no exército para defender o país. O pai de Mulan, Fa Zhou, era um guerreiro experiente, mas já estava velho e doente. Mesmo assim, ele aceitou a convocação sem pensar duas vezes, porque era sua obrigação proteger a honra da família. A decisão corajosa Mulan sabia que seu pai não aguentaria outra guerra. Então, numa noite escura, ela tomou a decisão mais corajosa de sua vida. Cortou seus cabelos longos com a espada do pai, vestiu a armadura dele e fugiu de casa montada em seu cavalo, Khan, para tomar o lugar do pai no exército. Os espíritos dos ancestrais da família ficaram preocupados e mandaram um guardião para protegê-la. Mas acabou aparecendo Mushu,... Era uma vez, há muito, muito tempo, em um mundo cheio de pessoas, uma coisa muito importante aconteceu. Aconteceu que as pessoas estavam fazendo muitas coisas erradas. Sabe, coisas que não deixavam ninguém feliz, como brigar, não compartilhar e até esquecer de cuidar umas das outras. Deus, que vê e ama a todos, ficou muito, muito triste com tudo aquilo. Ele via que a maldade estava crescendo e que o coração das pessoas estava ficando cada vez mais cheio de coisas ruins. Mas no meio de tanta gente, havia um homem especial. O nome dele era Noé. Ah, Noé! Ele era diferente. Noé amava a Deus de todo o coração. Ele era um homem bom, que sempre tentava fazer o certo, mesmo quando ninguém mais fazia. Ele e sua família eram pessoas justas, que se importavam com os outros e com o que era certo. Deus olhava para Noé e via um coração puro, cheio de bondade e fé. Um dia, Deus chamou Noé. "Noé! ", disse Deus. "Eu vejo que as pessoas estão fazendo muitas coisas ruins, e eu vou ter que limpar tudo isso. Vai chover muito, muito, muito mesmo, tanto que a água vai cobrir a terra inteira. " Noé deve ter ficado com os olhos arregalados! Imagina só, chuva cobrindo a terra? Parecia impossível! Mas Noé confiava em Deus. Ele sabia que Deus sempre falava a verdade e que tinha um plano. Então Deus deu a Noé uma tarefa muito especial e diferente de tudo o... Era uma vez, há muito, muito tempo, em uma terra distante, havia dois povos que não se davam muito bem. De um lado, estavam os israelitas, o povo de Deus, liderados pelo Rei Saul. Do outro lado, estavam os filisteus, um povo que não acreditava no mesmo Deus. Os dois exércitos estavam acampados em montanhas opostas, com um vale no meio, prontos para uma grande batalha. Mas antes mesmo de a luta começar de verdade, algo assustador acontecia todos os dias. Do lado dos filisteus, saía um guerreiro enorme, gigantesco! Ele era tão grande que parecia um prédio andando. Seu nome era Golias. Ele era o campeão dos filisteus, e era assustador! Golias usava uma armadura pesada que brilhava sob o sol, um capacete de bronze e carregava uma lança tão grande que parecia o tronco de uma árvore. Quando ele falava, sua voz era como um trovão, e ele desafiava os israelitas todos os dias, manhã e tarde. "Mandem um homem para lutar comigo! ", ele gritava. "Se ele me vencer, nós seremos seus escravos. Mas se eu o vencer, vocês serão nossos escravos! " Todos os soldados israelitas, até mesmo os mais corajosos, tremiam de medo quando ouviam a voz de Golias. Ninguém queria enfrentá-lo. O Rei Saul, que era alto e forte, também estava com muito medo. Dias se passaram, e Golias continuava a desafiar, e o exército de Israel continuava paralisado pelo pavor. Eles não sabiam o que fazer. A esperança estava diminuindo a cada dia... Era uma vez, há muito tempo, em uma terra distante, vivia um homem chamado Jacó, que também era conhecido como Israel. Jacó tinha doze filhos, mas um deles era muito especial para ele: seu filho mais novo, José. José era o filho da velhice de Jacó, e por isso, ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Para mostrar seu grande amor, Jacó fez para José uma túnica muito bonita, com muitas cores vibrantes, como um arco-íris. Essa túnica colorida era um sinal do amor especial de Jacó por José. Mas, infelizmente, os irmãos de José não gostaram nada disso. Eles sentiam muita inveja de José. Eles viam o quanto o pai o amava e como ele era tratado de forma diferente, e isso os deixava com o coração cheio de ciúmes. A inveja é um sentimento que faz a gente querer o que o outro tem, e pode nos levar a fazer coisas que não são boas. Além da túnica, José tinha outra coisa que incomodava seus irmãos: sonhos especiais. José sonhava e seus sonhos eram muito vívidos e pareciam ter um significado. Um dia, José contou aos irmãos um sonho que teve: "Sonhei que estávamos amarrando feixes de trigo no campo, e o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os feixes de vocês se curvaram diante do meu! " Os irmãos ficaram ainda mais irritados. "Você acha que vai reinar sobre nós? ", perguntaram eles, com raiva. Outro dia, José teve... Era uma vez, há muito, muito tempo, em uma terra chamada Egito, o povo de Deus, os israelitas, vivia uma vida muito difícil. Eles eram escravos do faraó, o rei do Egito. Eles trabalhavam duro, construindo cidades e fazendo tijolos, sob o sol quente, sem descanso. O faraó era muito cruel e não deixava o povo de Deus ir embora. Ele tinha medo que eles ficassem muito fortes e se rebelassem. Mas Deus, que sempre cuida do seu povo, tinha um plano maravilhoso para libertá-los. Ele escolheu um homem especial para essa grande tarefa. O nome desse homem era Moisés. Moisés havia sido criado na casa do faraó, mas ele sabia que era um israelita e que Deus o havia chamado para uma missão muito importante. Deus falou com Moisés de uma forma muito especial, através de uma sarça que queimava, mas não se consumia. Ele disse a Moisés: "Eu ouvi o clamor do meu povo e vi o sofrimento deles. Vá ao faraó e diga a ele para deixar o meu povo ir! " Moisés ficou um pouco assustado, pensando: "Quem sou eu para fazer isso? " Mas Deus prometeu estar com ele e lhe dar poder. Moisés, junto com seu irmão Arão, foi várias vezes ao faraó, pedindo: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Deixa o meu povo ir! '" Mas o faraó era muito teimoso e dizia "Não! " Ele não queria perder seus escravos. Para mostrar seu grande poder e convencer o faraó, Deus... Nesta história vamos conhecer Heidi, uma menina especial que nos ensinará sobre a importância da amizade, da família e do amor pela natureza. Acomode-se, respire fundo e deixe-se levar por essa história para dormir, perfeita para embalar seus sonhos. Em um vilarejo pitoresco aninhado nos Alpes suíços, vivia uma garotinha chamada Heidi. Com seus cabelos dourados e olhos brilhantes, Heidi era uma criança alegre e cheia de vida, apesar de ter perdido seus pais ainda muito jovem. Após a morte de sua mãe, Heidi foi morar com sua tia Dete, que a criou com carinho e dedicação. No entanto, quando Heidi completou cinco anos, Dete recebeu uma oferta de emprego irrecusável na cidade grande. Se viu obrigada a levar a menina para morar com seu avô, um homem solitário e rabugento conhecido como "Tio Alp". O Tio Alp vivia em uma cabana isolada nas montanhas, cercado apenas por suas cabras e pela natureza selvagem. A chegada de Heidi perturbou sua rotina tranquila, e ele a recebeu com frieza e desconfiança. No entanto, a alegria contagiante e a inocência da menina aos poucos amoleceram o coração do velho. Heidi, com seu jeito espontâneo e curioso, começou a despertar no avô sentimentos há muito adormecidos. Heidi se adaptou rapidamente à vida nas montanhas, encontrando alegria nas coisas simples da natureza: o canto dos pássaros, o vento soprando entre as árvores, o som das águas cristalinas do riacho. Ela se tornou amiga inseparável de Peter, um jovem pastor que cuidava das cabras do... Era uma vez um rei e uma rainha que viviam felizes com seus doze filhos. Os meninos eram tão unidos que todos usavam camisas iguais e eram a alegria dos pais. Mas um dia, o rei, desejando uma herdeira para o trono, expressou seu temor de que o próximo bebê fosse outro menino. Ele queria que, se fosse uma menina, ela fosse a única a herdar o reino. A rainha, preocupada com o futuro de seus filhos, contou tudo ao filho mais velho, Benjamin. Ela prometeu que, se o bebê fosse um menino, hastearia uma bandeira branca na torre do castelo, mas se fosse uma menina, a bandeira seria vermelha. Assim, os irmãos saberiam se era seguro voltar para casa. Quando o bebê nasceu, uma linda menina, a rainha, com o coração apertado, hasteou a bandeira vermelha. Benjamin viu o sinal e, com tristeza, avisou seus irmãos. Juntos, os doze irmãos decidiram partir para a floresta em busca de um novo lar. No coração da floresta, encontraram uma casa encantada, vazia e esperando por eles. Ali, decidiram viver juntos, com Benjamin, o mais novo, cuidando da casa enquanto os outros irmãos saíam para buscar comida. Anos se passaram, e a irmãzinha cresceu, tornando-se uma jovem gentil e curiosa. Um dia, enquanto ajudava a lavar a roupa, ela encontrou doze camisas de homem e perguntou à mãe de quem eram. A rainha, com o coração partido, contou à filha sobre seus doze irmãos e o motivo de sua partida. A princesa,... Era uma vez uma linda árvore que morava em um pequeno bosque ao lado de uma vila encantada. Ela era conhecida por todos como "A Árvore Generosa". Desde a sua juventude, a árvore tinha um coração amável e sempre se preocupava em ajudar os outros. Sua generosidade era imensurável e sua sombra acolhedora era o refúgio perfeito para as crianças da vila nos dias ensolarados. Ao longo dos anos, a árvore viu várias gerações de crianças crescerem e brincarem ao seu redor. Ela amava ouvir suas risadas, histórias e sonhos enquanto balançavam em seus galhos e faziam casinhas com suas folhas caídas. A árvore sentia-se feliz por poder proporcionar tanta alegria aos pequenos moradores da vila. Certo dia, um menino chamado Pedro chegou à vila. Ele estava triste e solitário, pois sua família havia se mudado recentemente e ele não tinha amigos por perto. Curioso, Pedro viu a majestosa árvore no bosque e decidiu se aproximar. A árvore percebeu a tristeza no olhar do menino e, com todo o carinho, disse: – Olá, pequeno. Por que está tão triste? Pedro, surpreso por ouvir a voz da árvore, respondeu: – Eu me mudei para cá e não tenho amigos para brincar. A Árvore Generosa sorriu gentilmente e ofereceu: – Você pode brincar comigo! Suba em meus galhos e sinta-se em casa. O coração de Pedro se aqueceu com a oferta da árvore, e ele passou horas brincando e conversando com ela. Dali em diante, a amizade entre Pedro e a árvore... Era uma vez, numa pequena aldeia cercada por vastos campos verdes, vivia um viajante solitário que carregava apenas uma pequena mochila nas costas. Seu nome era Pedro. Cansado de percorrer longas estradas e enfrentar a solidão, ele decidiu fazer uma parada naquela aldeia em busca de abrigo e comida. Ao chegar à aldeia, Pedro bateu de porta em porta, pedindo por uma refeição quente para saciar sua fome. No entanto, a maioria dos aldeões era avessa a estranhos e não estava disposta a compartilhar seus mantimentos com um viajante desconhecido. Desapontado, Pedro teve uma ideia brilhante para tentar mudar a situação. Ele encontrou uma panela vazia e limpou-a cuidadosamente. Em seguida, dirigiu-se ao centro da praça principal, acendeu uma fogueira e colocou a panela sobre o fogo. Intrigados, os moradores da aldeia começaram a se aproximar do estranho viajante e perguntar o que ele estava fazendo. Pedro, com um sorriso gentil, disse-lhes que estava prestes a fazer uma deliciosa "Sopa de Pedra" e que ela precisava apenas de um ingrediente especial para ficar perfeita. Curiosos, os aldeões perguntaram qual era o tal ingrediente misterioso. – Uma pedra limpa e lisa! Uma pedra especial que, quando adicionada à sopa, lhe confere um sabor inigualável. - respondeu Pedro. Os moradores começaram a ficar mais interessados na ideia e começaram a trazer diferentes tipos de pedras para o viajante. Pedro observava cada uma com gratidão e explicava como cada pedra contribuiria para a riqueza do sabor da sopa. Entretanto, ele também comentava que,... Em um dia ensolarado de outono, uma raposa esperta e perspicaz, com sua pelagem ruiva brilhando sob a luz dourada, passeava por um vinhedo exuberante. O ar fresco carregava o aroma doce e convidativo das uvas maduras, pendendo em cachos suculentos de uma parreira alta e frondosa. A raposa, com seu apetite aguçado, sentiu a boca salivar ao contemplar as uvas tentadoras. Imaginou o sabor doce e refrescante da fruta em seu paladar, um deleite perfeito para saciar sua sede e fome após uma longa caminhada. A tentativa de alcançar as uvas Decidida a saborear as uvas, a raposa se aproximou da parreira e ergueu-se sobre as patas traseiras, esticando o pescoço o máximo que podia. Mas, para sua frustração, os cachos de uva estavam muito mais altos do que ela havia imaginado. A raposa, teimosa e persistente, não se deu por vencida facilmente. Com um salto ágil, tentou alcançar as uvas, mas suas patas não chegaram nem perto. Ela recuou alguns passos, tomou impulso e saltou novamente, com ainda mais força e determinação. No entanto, por mais que se esforçasse, as uvas permaneciam fora de seu alcance. A raposa, ofegante e frustrada, sentou-se no chão, observando as uvas com um misto de desejo e desapontamento. Ela tentou de tudo: saltar, escalar, até mesmo se balançar nos galhos mais baixos, mas nada parecia funcionar. O olhar atento do pássaro Enquanto a raposa lutava para alcançar seu objetivo, um pássaro observava a cena do alto de uma árvore próxima. O pássaro,... Há muito tempo, a Inglaterra era governada pelo príncipe John, ganancioso e perverso. Ele ordenou ao xerife de Nottingham que tributasse tanto o povo, que alguns foram forçados a se tornarem fora da lei. Dois dos bandidos mais famosos na região eram Robin Hood e João Pequeno que roubavam o dinheiro dos impostos do xerife e o devolviam aos pobres. Um dia, o príncipe estava viajando até Nottingham para recolher mais dinheiro dos impostos. Ele estava tão ocupado contando seu ouro que não percebeu que estava passando pela floresta de Sherwood, a casa de Robin Hood. E nem viu que João Pequeno e Robin Hood o observavam da árvore. – Olhe todo esse ouro! Ei, João Pequeno, vamos fazer uma visitinha ao príncipe! - disse Robin Hood. Em sua carruagem, o príncipe John estava conversando com seu conselheiro, Sir Hiss, sobre seu assunto favorito, ouro. – A vida se tornou tão maravilhosa desde que o Rei Ricardo partiu para as Cruzadas. Ele tratou as pessoas muito bem e acabou perdendo todo esse ouro! - disse o Príncipe John. Robin Hood e João Pequeno estavam parados à beira da estrada disfarçados de ciganos quando a carruagem passou e o príncipe John ordenou que parassem. Enquanto Robin Hood contava a sorte do príncipe, ele tirou os anéis reais de seus dedos e João Pequeno se serviu do ouro do príncipe. O Príncipe John só soube que tinha sido roubado quando Robin e o João Pequeno escaparam. Enquanto isso, o xerife de Nottingham... Um camponês possuía um cachorro muito fiel, chamado Sultão, que tinha ficado velho e perdera todos os dentes, de modo que não podia apanhar mais nada. Um dia, estava o camponês com sua mulher à porta de casa e dizia: - Amanhã vou matar o velho Sultão, pois já não serve para nada. A mulher, que tinha pena do animal tão fiel, disse: - Ele nos serviu, honestamente, durante muitos anos! Bem poderíamos sustentá-lo caridosamente. - Qual o quê, - volveu o homem; - tu estás louca! não tem mais um dente sequer na boca e não há ladrão que o tema; é hora que se vá. Se nos serviu, em compensação teve também ótimos petiscos. O pobre cão, que estava deitado ao sol, aí perto, ouviu tudo e ficou triste ante a perspectiva de que o dia seguinte seria o seu último dia. Tinha ele um bom amigo, o lobo. À noite, foi às escondidas visitá-lo na floresta e com ele lamentou o destino que o aguardava. - Escuta, compadre, - disse-lhe o lobo, - não desanimes, eu te ajudarei a livrar-te desta. Tenho uma ideia. Amanhã cedo, teu patrão e a mulher vão apanhar feno e levam consigo o filhinho, porque em casa não fica ninguém para olhar por ele. Enquanto trabalham, deixam sempre a criança à sombra, atrás da cerca; deita-te perto dele como se montasses guarda; eu, então, sairei da floresta e o roubarei. Tu me corres logo ao encalço, como se quisesses salvá-lo. Eu o... Há algum tempo atrás, um cavalo e um burro seguiam viajando juntos para a cidade, acompanhando seus tropeiros. O cavalo estava bem tranquilo, mal sentia a sua carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! Gemendo e sofrendo caminhando com o peso de oito arrobas sob as costas. Em certo ponto, o burro disse ao cavalo: — Não aguento mais! Esta carga é muito grande para as minhas forças e o melhor que temos a fazer é repartirmos o peso irmãmente. Aí com seis arrobas para cada um podemos continuar seguindo viagem. O cavalo deu um pinote e relinchou uma enorme gargalhada. — Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo? O problema é seu, burro. O burro respondeu: — Você é um egoísta. Do jeito que estamos indo, eu posso morrer e você terá que seguir com a sua carga de quatro arrobas e mais as minhas seis! O cavalo deu outra gargalhada e a coisa ficou por isso. Algum quilômetros mais à frente aconteceu um acidente. O burro tropeçou e a carga acabou sufocando o pobre animal, levando-o à morte. Os tropeiros que estavam alguns há alguns metros, maldizem a sorte e sem demora arrumam as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo tenta se livrar da carga, ainda dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade. — Bem feito! - exclamou o papagaio que... Era uma vez um burro que, durante muitos anos, tinha transportado sem descanso sacos de farinha para o moinho. Agora, no entanto, estava cansado, tão cansado que já não conseguia fazer o trabalho. O dono pensou então em livrar-se dele. Apercebendo-se de que o vento não lhe soprava a favor, o burro fugiu e pôs-se a caminho de Bremen, uma cidadezinha alemã, pensando poder entrar para a banda de música da cidade. Já caminhava havia algum tempo quando encontrou um cão de caça estendido no chão. ― Ei cão, por que motivo é que estás assim? — perguntou o burro. ― Ah! ― suspirou o cão ―, é que estou velho e cada dia sinto menos forças. Como já não sirvo para caçar, o meu amo quis matar-me. Por isso fugi, mas agora como é que eu vou ganhar a vida? ― Olha ― disse o burro ―, eu vou para Bremen onde penso entrar na banda de música. Vem comigo e tentarei que entres também. Eu tocarei alaúde e tu o timbale. O cão achou boa a ideia e continuaram juntos. Um pouco mais longe encontraram um gato com cara de enterro. ― Ei gato, o que é que te anda a correr mal? ― perguntou o burro. ― E quem é que pode estar contente ― resmungou o gato ― sabendo que tem a vida por um fio? Estou a ficar velho e, como prefiro deitar-me ao pé do lume e ronronar a caçar ratos, a minha dona... Em um circo de inverno, as cegonhas sobrevoavam os alojamentos à procura das mães dos filhotes que carregavam em seus enormes bicos. Todas ganhavam, a mamãe girafa, a mamãe ursa, a mamãe hipopótamo, só Dona Jumbo, a mamãe elefante não ganhou seu filhote tão esperado. De repente, uma cegonha um pouco atrasada, chega trazendo o tão esperado filhote de Dona Jumbo: – Puxa, que alegria! - falou a girafa. – Mas que orelhas! - disse a leoa. – O seu nome será Dumbo! - decretou a Dona Jumbo. Não importava o nome, Dumbo se tornou o filhote mais querido e esperado. Dona Jumbo tratava-o com muito carinho! E assim a Sra Jumbo e Dumbo passaram a noite mais feliz de suas vidas. Mãe e filho, juntos. No dia seguinte, o público começou a chegar para o grande espetáculo. Dumbo chamou muito a atenção de todos, pois sua orelha era enorme mesmo. As crianças começaram a zombar de Dumbo e como toda mãe, Dona Jumbo foi defender seu filhote daquela zombaria, mas se excedeu demais. Acabou indo para solitária. Pobre Dumbo, ficou só. As companheiras da Sra Jumbo, ignoravam o elefantinho que precisava apenas de um pouco de atenção. Mas Timóteo, um simpático ratinho, estava sentado comendo as sobras de amendoim deixados pelo público, observava tudo e ficou indignado com a atitude daqueles paquidermes e resolveu ajudar Dumbo. Tornou-se o melhor amigo de Dumbo! No dia seguinte, o número que os elefantes iriam apresentar seria a formação de uma pirâmide e... Era uma vez um jovem chamado Ali Babá. Ele viajava pelo reino da Pérsia levando e trazendo notícias para o rei. Numa das viagens, enquanto descansava, ouviu vozes. Subiu numa árvore e viu quarenta ladrões diante de uma enorme pedra. Um deles adiantou-se e gritou: – Abre-te Sésamo! A enorme pedra se moveu, mostrando a entrada de uma caverna, os ladrões entraram e a pedra fechou-se. Quando os ladrões saíram, Ali Babá resolveu experimentar e gritou para a pedra: – Abre-te Sésamo! A enorme pedra se abriu e Ali Babá entrou na caverna. Viu um imenso tesouro, carregou o que pôde no seu cavalo e partiu direto em direção ao palácio para pedir a filha do sultão em casamento. Ele já estava apaixonado há muito tempo pela moça e agora teria dinheiro para ter uma vida tranquila! Ali Babá ficou muito feliz e resolveu contar para todos que ia se casar. Mas para isso precisava comprar um palácio para a sua princesa. Voltou à pedra e falou: – Abre-te Sésamo! Um dos ladrões estava escondido e viu Ali Babá sair da caverna carregando o tesouro. O ladrão foi contar aos outros o que viu e decidiram pegá-lo. Com as jóias, Ali Babá comprou um palácio para sua amada e avisou a todos que daria uma festa no dia do seu casamento. Os ladrões, sabendo da festa, enfiaram-se em tonéis de vinho vazios para atacar Ali Babá à meia-noite, quando estivesse dormindo. A festa foi tão alegre que o vinho acabou.... Era uma vez, em um reino muito distante, um jovem príncipe que morava em um castelo lindo, rodeado de montanhas verdes e lagos azuis como o céu. O príncipe tinha tudo o que podia querer, mas seu coração estava vazio. Ele sonhava em encontrar uma princesa de verdade para se casar, alguém especial que fosse bondosa e carinhosa, não apenas rica ou famosa. Decidido a encontrar sua alma gêmea, o príncipe saiu pelo mundo todo em uma grande aventura. Ele visitou muitos reinos, conheceu dezenas de princesas lindas e inteligentes. Atravessou mares bravios, desertos quentes e florestas escuras, sempre procurando sua verdadeira princesa. Em cada lugar que chegava, o povo o recebia com festas e banquetes. Ele dançou com princesas belíssimas, conversou com moças muito espertas e conheceu donzelas de bom coração. Mas mesmo assim, nenhuma delas fez seu coração bater mais forte de amor. Depois de meses viajando, o príncipe voltou para casa triste e desanimado. Ele havia conhecido tantas princesas, mas nenhuma era a pessoa especial que procurava. A tempestade Uma noite, uma tempestade terrível caiu sobre o reino. O vento uivava, a chuva batia forte nas janelas e os raios cortavam o céu escuro. De repente, alguém bateu na porta do castelo. O rei, pai do príncipe, mandou abrir a porta. Do lado de fora estava uma jovem completamente molhada e tremendo de frio. "Por favor, Majestade," disse ela com voz baixinha, "me deixem entrar. A tempestade me pegou no caminho para casa e estou muito cansada... Júlia era uma andorinha que adorava voar por aí, pular de galho em galho e cantar cedinho ao raiar do dia. Estava sempre feliz em acordar cedinho e ver papai e mamãe andorinha preparados para mais um dia de cantoria. Mas não era só eles que ela gostava de ver, Júlia era uma exploradora e assim ia visitar os pássaros da vizinhança! – Bom dia Seu Pintassilgo! Como vai o senhor? - Dizia Júlia sorridente - Olá Rouxinol! Que lindo seu canto, Bem-te-vi! E assim passava o dia a conversar e cantarolar com os outros pássaros. “Júlia, a andorinha aventureira” era o que se ouvia os pássaros comentarem entre galhos e ramos. Entre um piu-piu e outro Júlia acabou por conquistar toda a vizinhança, todos gostavam dela e sempre faziam festa quando a viam. Assim passou-se a primavera, a brincar a a pular, o verão não foi muito diferente, Júlia batia as asas de um lado pro outro, quando o outono chegou Mamãe anunciou: – Júlia minha filha, quando o frio estiver para chegar vamos migrar. Nós e todas as andorinhas vamos voar juntas, por muito tempo e vamos morar em um ninho novo em um lugar mais quente. Vai ser a sua primeira migração, você está feliz? . Mas Júlia não estava feliz, muito pelo contrário! Estava assustada e angustiada. Ela iria deixar seu ninho, suas árvores, e o pior, toda a passarada da vizinhança! E agora? O que ela iria fazer? Ela sentia muito medo e sabia que... Depois de minha primeira viagem, eu tinha decidido passar o resto de meus anos tranqüilamente em Bagdá, mas um dia comecei a me aborrecer com aquela vida monótona e de novo tive vontade de navegar. Comprei mercadorias para vender ou trocar e parti com outros mercadores. Embarcamos num bom navio, pedimos a proteção de Deus e soltamos as velas. Fomos de ilha em ilha, fazendo negócios muito vantajosos. Um dia paramos numa pequena ilha. Enquanto meus companheiros colhiam flores e frutas, sentei-me perto de um riacho, tomei a minha refeição e depois adormeci. Quando acordei, vi que nosso navio tinha partido, deixando-me sozinho naquele lugar desconhecido! Achei que ia morrer de dor e desespero, arrependendo-me amargamente de não ter me contentado com minha primeira viagem. Finalmente, aceitei, conformado, a vontade de Deus e subi numa grande árvore para ver se avistava alguma coisa que pudesse me trazer esperança de salvação. Lançando a vista ao mar, meus olhos só viram água e céu. Mas de repente enxerguei uma coisa branca em terra e decidi ir até ela. Desci da árvore e caminhei em direção àquilo. Ao chegar a certa distância, pude observar que se tratava de um globo cuja altura e diâmetro eram espantosos. Procurei uma abertura para poder entrar ali, mas não havia nenhuma. Pensei em subir naquele globo, mas era liso demais. O sol já ia se pondo no horizonte, quando de repente escureceu de uma vez, como se uma nuvem gigantesca cobrisse sua luz. Fiquei mais espantado ainda... O Rei era muito vaidoso. Um vaidoso de marca maior. E tinha um fraco especial por roupas novas. Com calções e mangas bufantes, mantos arrastando pelo chão. Quanto mais comprido melhor. Sua grande distração e o ponto alto de seu reinado era quando desfilava por seus domínios com suas roupas novas. Os arautos corriam todos os vilarejos avisando a data e a hora, colocavam cartazes, e todos os súditos eram obrigados a estar ali a postos para assistir à passagem da nova roupa real. O Rei vaidoso, filho de pais excêntricos, que o batizaram com o nome de uma árvore exótica, de um continente remoto, o Pau Brasil, já tinha provado dos talentos dos maiores alfaiates do mundo. Os Saint-Laurents, Givenchys, Dolce&Gabbanas, Armanis, Versaces da época, todos já tinham estagiado no palácio costurando uma roupa nova para o Rei. Quem seria o próximo? E foi nesse momento de majestosa indecisão que apareceu lá pelos lados do reino um vigarista de terras distantes, tremendo 171, que, sabedor da fraqueza do soberano, fez-se passar por um alfaiate muito famoso lá de onde vinha e prometeu ao Rei que criaria para ele a mais linda das roupas que jamais ele tivera ou sonhara ter. Um modelito haute couture, refinadérrimo, que sairia muito caro, caríssimo, pois necessitava aviamentos especiais, linhas de ouro e prata, miçangas de diamantes, esmeraldas, safiras, colchetes de platina e por aí foi. Encantado com tantas extravagâncias, o Rei lhe fez todas as vontades. O pilantra, então, guardou no seu baú... Uma história sobre amor, coragem e destino Numa loja de brinquedos havia uma caixa com vinte e cinco soldadinhos de chumbo iguaizinhos — exceto por um pequeno detalhe: um deles tinha apenas uma perna. Certo dia, um garoto entrou na loja e se encantou com os soldadinhos. Ele decidiu comprar a caixa e levá-los para casa. A bailarina de papel e o amor à primeira vista Chegando em casa, o menino tirou os brinquedos da caixa e brincou com eles durante a tarde toda. Antes de jantar, enfileirou todos os soldadinhos sobre uma prateleira. Na mesa ao lado, havia uma linda bailarina de papel, com uma pedra azul em formato de coração no vestido, equilibrando-se em apenas uma perna. O soldadinho, ao vê-la, acreditou que ela também tivesse só uma perna — e se apaixonou na mesma hora. Apaixonado, inclinou-se para observá-la melhor... e acabou caindo da janela. A queda e a aventura no rio O soldadinho caiu na calçada e ficou ali até que dois garotos o encontraram. — Esse soldadinho não serve pra nada, disse um deles. — Vamos colocá-lo num barquinho de papel e brincar de navegar, respondeu o outro. Eles o colocaram em um barquinho de papel e o fizeram navegar até um bueiro, que o levou ao rio. A correnteza ficou forte, e o pequeno barco virou, jogando o soldadinho no fundo da água. De repente, um peixe apareceu e o engoliu. Dentro do peixe e o reencontro inesperado Preso dentro do peixe, o soldadinho... Há muitos anos, nas terras da Virgínia, vivia uma jovem índia chamada Pocahontas. Um dia seu pai, o grande chefe Ponhatan, comunico-lhe que Kocoum, o guerreiro mais valente da tribo, havia pedido em casamento. Pocahontas, confusa, foi pedir conselho à Avó Willow, um velho espírito que habitava uma árvore na Floresta Encantada. – Vovó – perguntou Pocahontas – o que devo fazer? – Minha jovem, tudo à sua volta são espíritos. Ouça-os com o coração e eles lhe mostrarão o caminho. O navio “Suzan Constant” acabava da aportar na Virgínia. Neles viajavam colonos ingleses comandados pelo governador Radcliffe e pelo capitão John Smith. Vinham em busca de terras e ouro. Tão logo desembarcaram, o governador ordenou ao capitão que fosse inspecionar o lugar. Ao entardecer, enquanto John Smith explorava a floresta, ouviu um ruído. Não lhe deu importância e se aproximou do rio para beber água. Nesse momento, notou que alguém o seguia. Escondido, preparou sua arma e, quando ia atirar, descobriu a moça mais linda que já tinha visto: Pocahontas. Embora a princípio a jovem aparentava estar assustada, logo confiou em John. Juntos compartilharam momentos muito felizes, descobrindo os segredos da natureza. Mas a felicidade de Pocahontas e John Smith durou pouco ... A ganância de Ratcliffe havia colocado os colonos contra os índios. Pocahontas tentou evitar a guerra, mas um dos colonos disparou contra Kocoum e o matou. Os índios condenaram o capitão Smith à morte. No momento em que iam executá-lo, Pocahontas se pôs à frente de... Mergulhe nas profundezas do oceano e descubra a encantadora história da Pequena Sereia, Ariel. Este é o conto de uma jovem sereia curiosa, com uma voz mágica e um sonho audacioso: conhecer o mundo dos humanos. Vamos reviver cada momento desta aventura inesquecível. O concerto real e a ausência de Ariel Era o dia de concerto no reino do Rei Tritão, no fundo do mar. Sereias e tritões apressavam-se em direção ao recinto para arranjar um bom lugar. Sebastião, o caranguejo compositor, dava os primeiros sinais para organizar a orquestra e assim poder começar. Ia ser uma noite muito especial, pois além de seis das filhas do rei se apresentarem, a sereia Ariel também iria cantar o seu primeiro solo! A música começou e as sereias cantavam uma melodia mágica que encantava a todos. Quando chegou a vez de Ariel cantar, a grande concha onde ela deveria estar abriu-se e, para a surpresa de todos, estava vazia! O rei, enfurecido, gritou por Ariel e mandou os seus tritões procurá-la. A paixão de Ariel pelo mundo dos humanos Perto dali, Ariel e o seu amigo Linguado nadavam em volta de um navio naufragado. A pequena sereia tinha-se esquecido completamente do concerto! Enquanto procuravam tesouros humanos, foram surpreendidos por um tubarão. Desesperados, os dois amigos fugiram, mas o tubarão era mais rápido. Com astúcia, Ariel puxou Linguado por um pequeno buraco de uma âncora, e o grande tubarão ficou preso ao tentar fazer o mesmo. No navio, Ariel encontrou um garfo e,... Era uma vez uma doce menininha que todos chamavam de Chapeuzinho Vermelho. Isto era porque ela sempre usava uma capa vermelha com um gorro que a sua avó havia lhe dado de presente. Um dia, a mãe de Chapeuzinho Vermelho a chamou e disse: – Minha filha, você pode pegar esta cesta e levar para a sua vovó? Aí dentro tem pão, manteiga, bolo e algumas frutas. Ela está se sentindo doente e isto pode ajudá-la a se sentir melhor. Mas não saia do caminho e vá direto para a casa de sua avó, sem parar para falar com nenhum estranho, certo? O encontro com o Lobo Mau A avó de Chapeuzinho Vermelho morava há meia hora de distância por dentro da floresta, do lado de fora da aldeia onde moravam. Assim que ela entrou na floresta, logo apareceu um lobo atrás de uma árvore. Ela nem se assustou porque ela não sabia que lobos podem ser perigosos. – Bom dia, Chapeuzinho Vermelho! - o lobo cumprimentou. – Bom dia, Senhor Lobo - ela respondeu. – Para onde você vai? – Estou indo visitar minha vovó, porque ela não está se sentindo bem. – O que você tem aí dentro da cesta? - perguntou o lobo. – Eu tenho pão, manteiga, bolo e algumas frutas para levar para minha vovó! – Excelente! E onde sua vovozinha mora? - perguntou o lobo, e Chapeuzinho Vermelho então explicou exatamente o local da casa da sua avó! Eles seguiram andando juntos por algum... Era uma vez uma menina chamada Doroti. Ela vivia numa fazenda com a tia Ema, tio Henrique e seu cãozinho chamado Totó. Ela passava o tempo todo brincando com ele. Um dia, houve uma ventania tão forte que a casa da fazenda foi levada pelos ares. Doroti e Totó, que estavam lá dentro, foram carregados para a terra de Oz. Na terra de Oz havia quatro fadas. Duas eram boas e viviam uma no Norte e outra no Sul. Duas eram más e moravam no Leste e no Oeste. Quando a casa da fazenda caiu no chão, esmagou a Fada Má do Leste e ela morreu. A boa Fada do Norte agradeceu a Doroti por ter libertado os comilões, que viviam escravizados pela Fada Má do Leste. Depois a Fada ofereceu ajuda a Doroti: – Só o Mágico de Oz pode ajudar você a sair desta terra. Calce os sapatos encantados, que pertenciam à Fada Má do Leste. Depois siga a estrada de tijolos amarelos até a Cidade das Esmeraldas. Lá mora o Mágico de Oz. Doroti pôs-se a caminho com Totó. Logo encontrou um Espantalho pendurado num tronco, soltou-o, e ele disse que queria um cérebro para pensar. Então Doroti convidou: – Venha comigo. O Mágico de Oz lhe dará um. Mais adiante, os três encontraram um Lenhador de Lata, que desejava possuir um coração: – Venha conosco! - convidou Doroti - O Mágico de Oz lhe dará um! Logo depois, os quatro encontraram um Leão. Os cinco amigos... Uma história para dormir sobre criatividade e perseverança. Num tempo em que os animais ainda conversavam com as nuvens e o vento carregava segredos de um canto a outro do mundo, espalhou-se uma notícia que deixou toda a floresta em polvorosa: o Grande Espírito do Céu iria realizar uma Festa Celestial! Seria uma celebração como nenhuma outra, com banquetes de néctar lunar, danças sobre as nuvens fofas e músicas feitas com os acordes do arco-íris. Os convites, escritos com tinta de estrelas cadentes, foram enviados para todos os cantos. Porém, havia uma condição: apenas os animais que podiam voar estavam convidados. A floresta inteira ficou dividida entre a euforia e a deceção. Os pássaros, é claro, ficaram eufóricos. O beija-flor, veloz como um raio, vibrou suas asas num zumbido de alegria. A águia, majestosa, planou alto, antecipando a vista espetacular. Até o morcego, da sua caverna escura, esfregou as mãos (ou as asas) de contentamento. Mas do chão, olhares tristes seguiam a agitação dos sortudos. A tartaruga, sábia e de passos lentos, observava seus amigos alados com um aperto no coração. Ela adorava uma boa festa, mas seu casco pesado e suas patas curtas nunca a tirariam do chão. O elefante, com sua tromba poderosa, balançava a cabeça, resignado. A cobra, ágil e sinuosa, silvava de inveja. E o macaco, que balançava de galho em galho, mas não podia voar de verdade, coçava a cabeça, frustrado. — Não é justo! — lamentou-se a tartaruga, cujo nome era Tereza. — Por... Após um longo e sábio caminhar, o Pequeno Príncipe, dispôs-se a descansar... E foi então que apareceu a raposa: – Bom dia – disse a raposa. – Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu. – Eu estou aqui, debaixo da macieira... – Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita... – Sou uma raposa – disse a raposa. – Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste... – Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda. – Ah! Desculpa – disse o principezinho. Mas, após refletir, acrescentou: – Que quer dizer "cativar"? – Tu não és daqui – disse a raposa – Que procuras? – Procuro os homens – disse o pequeno príncipe – Que quer dizer cativar? – Os homens têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas? – Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”? – É algo quase sempre esquecido – disse a raposa – Significa "criar laços"... – Criar laços? – Exatamente. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás... Era uma vez uma velha cabra que tinha sete cabritinhos, e os amava como as mães amam os filhos. Certo dia, ela teve de ir à floresta em busca de alimento e recomendou aos sete cabritinhos: – Tenho de ir à floresta, meus queridinhos, e vocês devem tomar muito cuidado com o lobo, que é muito mal e perigoso. Se ele entrar aqui em casa, devorará vocês todos, inteirinhos, da cabeça aos pés. Ele muitas vezes se disfarça, mas é fácil reconhecê-lo logo, por sua voz áspera e seus pés muito pretos. – Nós tomaremos o maior cuidado, mamãezinha – prometeram os cabritos. – Pode ir tranqüila. A cabra se pôs a caminho, menos preocupada. Não tardou muito e alguém bateu na porta de entrada da casa e gritou: – Abram, meus filhos. Sua mãe voltou, trazendo coisas muito gostosas para vocês. Os cabritinhos, porém, perceberam que quem chegara fora o lobo: a voz era áspera, muito desagradável. – Não abrimos, não! – gritaram os cabritinhos – Você não é a nossa mãe! Ela tem uma voz doce, suave, e não essa sua voz feia e áspera. O lobo foi então a um armazém e comprou uma boa quantidade de giz, que comeu, para afinar a voz. E, feito isso, tornou a ir bater na casa de Dona Cabra, gritando: – Abram, meus filhos. Sua mãe voltou, trazendo umas coisas muito gostosas para vocês. Os seus pés, porém, apareciam debaixo da porta, e os cabritinhos viram os seus pés pretos... Peter Pan vive junto com sua fadinha chamada Sininho lá na Terra do Nunca. Uma vez, Peter saiu da Terra do Nunca para voar por aí e começou a escutar uma voz doce, a voz de uma menina que, contava uma história. Ele curioso, foi até a janela dessa menina e se apaixonou a primeira vista! A menina linda se chamava Wendy, tinha cabelos castanho claro e olhos azuis. Ela tinha dois irmãos: João e Miguel. Peter se apresentou a eles e os convidou para dar uma volta. Os irmãos de Wendy não queriam ir, mas a irmã estava tão fascinada com aquilo tudo que foram para acompanhá-la. E eles foram voando de mãos dadas com Peter Pan e encantados com aquilo tudo que estava acontecendo e não acreditando que eles estavam voando. Já para Peter, isso era a coisa mais normal do mundo. Wendy e seus irmãos conheceram a aldeia dos índios, avistaram o barco pirata e viram os meninos perdidos. Tudo isso de lá de cima. De repente, Capitão Gancho avista Peter Pan e seus novos amigos e manda canhões em direção a eles. Wendy neste momento quase foi atingida e se desequilibra e ameaça cair. Porém, Peter a segura, fazendo com que os dois se apaixonem cada vez mais. Peter, Wendy e seus irmãos conseguem fugir e vão se esconder na casa dos meninos perdidos. Eles moravam dentro de uma árvore oca e usavam roupas todas rasgadas. Se encantaram com Wendy e seu cheiro. Wendy vendo que... Era uma vez uma lebre que vivia no bosque e a quem todos chamavam de Rosita. Ela era muito vaidosa. De todos os animais do bosque, ela se achava a mais bonita, a mais esperta e a mais rápida. Além disso, ninguém tinha melhor faro para achar comida do que ela! Neste mesmo bosque vivia uma tartaruga, chamada D. Lentidão, que todas as manhãs passeava vagarosamente junto à margem do rio. Como a tartaruga, a lebre Rosita também se dirigia todas as manhãs para o rio em busca do pequeno almoço, encontrando pelo caminho a D. Lentidão. Além de ser muito convencida, a lebre Rosita também gostava muito de zombar dos outros, e assim que via a tartaruga, começava logo a rir-se dela, chamando-lhe de velha, lenta e outros nomes muito piores! Numa tarde quente de verão em que os animais do bosque estavam todos reunidos debaixo da sombra de uma grande árvore, a lebre resolveu zombar de D. Lentidão mais uma vez e desafiou-a para uma corrida. Os animais do bosque ao ouvir isso começaram a rir. A raposa Cecília, que muito gostava destas confusões, afirmou que a tartaruga até poderia ganhar da lebre. Tudo dependia da vantagem que se desse à D. Lentidão na corrida e, sendo assim, até apostaria nela. Todos os animais do bosque começaram a falar ao mesmo tempo sobre a corrida e discutiam calorosamente qual a possibilidade da tartaruga D. Lentidão poder ganhar à lebre Rosita. A lebre ao ouvir os comentários, ficou aborrecida... Era uma vez um rei cujas filhas eram todas belas. Mas havia uma delas que o que tinha de linda, tinha de mal agradecida. E o rei sabia disso. Perto do castelo do rei havia um bosque e, debaixo de uma grande árvore, havia um poço. Quando fazia muito calor, a filha do rei saía para o bosque e sentava-se à beira dele e vez por outra, pegava uma bola dourada e ficava passando o tempo jogando a bola para cima e agarrando novamente. Mas um dia a bola dourada passou direto pelas mãos dela, bateu no chão e rolou para dentro d’água. A princesa foi seguindo a bola com os olhos até que não conseguiu mais enxergá-la, pois o poço era muito fundo. Então começou a chorar já que a bola era um presente do rei. Chorava cada vez mais alto, sem conseguir parar. Enquanto se lamentava, ela ouviu uma voz que dizia: — O que foi que te aconteceu, princesa? - Ela olhou em volta, procurando de onde vinha aquela voz, e viu, então, um sapo com sua grande e feia cabeça para fora da água. — Ah, é você? — disse ela. — Estou chorando por causa da minha bola de ouro que caiu no fundo do poço. — Não precisa chorar. — respondeu o sapo. — Eu posso te ajudar. Mas pode me fazer um favor se eu conseguir pegar a bola? — O que quiser, amigo sapo — disse ela. — Meus vestidos, minhas pérolas,... Tudo começa em Londres, na casa do compositor Roger Radcliffe e seu dálmata, Pongo. Entediado com a vida de solteiro de seu dono, Pongo observa pela janela e arquiteta um plano para encontrar uma parceira para Roger e, claro, para si mesmo. Ele os leva ao parque, onde provoca um encontro um tanto atrapalhado com a adorável Anita e sua elegante dálmata, Prenda. O plano de Pongo funciona perfeitamente! Não demora muito para que Roger e Anita se apaixonem e se casem. Com eles, Pongo e Prenda também formam uma linda família, vivendo felizes em uma charmosa casa em Londres. A chegada de Cruella de Vil e seu plano terrível A felicidade da família é interrompida pela visita de uma antiga colega de escola de Anita: a excêntrica e intimidadora Cruella de Vil. Com seu enorme casaco de pele e uma obsessão por moda, Cruella não esconde seu fascínio pelos dálmatas. Quando descobre que Prenda está esperando filhotes, o interesse de Cruella se transforma em um plano terrível. Ela sonha em fazer um exclusivo casaco de pele com a pele dos pequenos dálmatas. Assim que os 15 lindos filhotes nascem, Cruella aparece com uma oferta em dinheiro para comprá-los, mas Roger recusa firmemente, protegendo sua família canina. Furiosa, Cruella promete vingança. O sequestro dos filhotes dálmatas Numa noite em que Roger e Anita saem, Cruella coloca seu plano em ação. Ela contrata dois ladrões desajeitados, Horácio e Gaspar, para sequestrar os 15 filhotes. Ao voltarem para casa, o casal encontra... Era uma vez, em um vilarejo aconchegante e tranquilo, um carpinteiro habilidoso chamado Gepeto. Gepeto era um senhor bondoso e solitário, que morava em uma casinha simples, cercado por ferramentas e pedaços de madeira. Seu maior sonho era ter um filho para amar e cuidar, alguém para compartilhar suas histórias e alegrias. Todas as noites, antes de dormir, Gepeto imaginava como seria ter um filho. Ele contava histórias para dormir para o filho imaginário, ensinava-lhe o ofício de carpinteiro e sonhava em vê-lo crescer e se tornar um bom homem. Um dia, Gepeto decidiu usar suas habilidades para criar um boneco de madeira especial. Com todo o cuidado e carinho, ele esculpiu o boneco, dando-lhe o formato de um menino de verdade. Ele trabalhou por horas, aperfeiçoando cada detalhe, até que o boneco ficou pronto. Gepeto ficou admirado com sua criação, era o boneco mais bonito que ele já havia feito. Olhando para o boneco, Gepeto sentiu uma emoção profunda e exclamou: – Ah, se esse boneco fosse um menino de verdade, como eu seria feliz! Naquela noite, enquanto Gepeto dormia profundamente, algo mágico aconteceu. Uma fada bondosa, que adorava realizar sonhos e desejos, ouviu o pedido de Gepeto e decidiu ajudá-lo. Com um toque de sua varinha de condão, ela deu vida ao boneco de madeira. Na manhã seguinte, Gepeto acordou com um barulho estranho vindo de sua oficina. Ao entrar, ele não podia acreditar no que via: o boneco de madeira estava se mexendo, rindo e pulando pela... Há muito tempo, na cidade de Hamelin, aconteceu algo muito estranho: uma manhã, quando seus gordos e satisfeitos habitantes saíram de suas casas, encontraram as ruas invadidas por milhares de ratos que iam devorando, insaciáveis, os grãos dos celeiros e a comida de suas despensas. Ninguém conseguia imaginar a causa da invasão e, o que era pior, ninguém sabia o que fazer para acabar com a praga. Por mais que tentassem exterminá-los, ou ao menos afugentá-los, parecia ao contrário que mais e mais ratos apareciam na cidade. Tal era a quantidade de ratos que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados. Diante da gravidade da situação, os homens importantes da cidade, vendo suas riquezas sumirem pela voracidade dos ratos, convocaram o conselho e disseram: – Daremos cem moedas de ouro a quem nos livrar dos ratos! Pouco depois se apresentou a eles um flautista alto e desengonçado, a quem ninguém havia visto antes, e lhes disse: – A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin. Dito isso, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente. E assim ia caminhando e tocando. Levou os ratos a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se via as muralhas da cidade. Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao... Era uma vez uma bela família de ursos que vivia em uma floresta, bem distante. Toda semana, o papai urso, a mamãe ursa e seu filhinho ursinho, saíam para passear na floresta pela manhã, antes do almoço. A sabida mamãe ursa já deixava a mesa posta antes de sair, assim poderiam comer logo que voltassem do passeio. Mas um dia, logo após a família urso ter saído para seu passeio semanal, uma garotinha que estava perdida na floresta foi parar perto da casa da família urso. Ela era loira e tinha o cabelo encaracolado, então a chamavam de Cachinhos Dourados. Cachinhos Dourados estava com muita fome e sentiu o cheiro da comida que vinha de dentro da casa. Ela chamou e bateu à porta mas ninguém atendeu, os ursos estavam passeando. Então ela entrou e viu à mesa 3 pratos de uma sopa com um cheiro delicioso e resolveu provar a sopa. No maior prato da mesa a sopa estava muito quente e ela não conseguiu provar. Então pegou outra colher, provou a sopa que estava no prato médio e ela estava muito fria. Por último, provou a sopa que estava no prato menor e estava morninha e deliciosa! Depois de satisfeita, ela precisava sentar para descansar um pouco. Cachinhos Dourados estava já há muito tempo perdida e vagando pela floresta. Viu então 3 cadeiras: a primeira cadeira era muito grande para ela se sentar e a segunda estava muito larga e ela ficava escorregando. E quando sentou na terceira... Há muito, muito tempo, havia um pequeno pastor que se chamava Pedro e que cuidava das suas ovelhas nos campos de pasto dos arredores da aldeia. Todas as manhãs, muito cedo, o pastor saía com o seu rebanho para o campo e ali passava horas e horas. Muitas vezes, enquanto via as suas ovelhas a comer, Pedro ficava imaginando coisas e a pensar no que poderia fazer para se entreter e fazer as horas passarem mais depressa. Um belo dia, o pastorzinho, cansado de ficar olhando as ovelhas, decidiu que seria divertido aprontar com as pessoas da aldeia. Aproximou-se do povoado e começou a gritar: – Socorro, socorro! O lobo está vindo, socorro! ! ! ! Ao ouvir os pedidos de socorro do pastor, os habitantes da aldeia largaram tudo o que estavam a fazer e correram em auxílio do pequeno. No entanto, quando lá chegaram, deram conta de que se tratava de uma brincadeira de Pedro, que ria às gargalhadas. Os aldeões ficaram muito aborrecidos e decidiram voltar para suas casas. Assim que foram embora, Pedro decidiu gritar de novo: – Socorro, socorro! Vem aí o lobo, socorro! ! ! ! Desta vez, as pessoas acreditaram que era verdade e que, diante do lobo feroz, o pobre Pedro iria precisar de ajuda. Mas, ao chegar perto dele, foram encontrá-lo novamente rindo à beça. Desta vez os aldeões aborreceram-se ainda mais e foram embora zangados. Na manhã seguinte, Pedro levou novamente as suas ovelhas para o mesmo pasto e ainda... Um moleiro, que tinha três filhos, repartindo à hora da morte seus únicos bens, deu ao primogênito o moinho; ao segundo, o seuburro; e ao mais moço apenas um gato. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse: — Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e,em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno. Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto. Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe: — Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso. — Coelho? ! — exclamou o rei. — Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Dize ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos. No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás. O rei ficou tão contente que mandou logo preparar a sua carruagem e, acompanhado pela princesa, sua filha,... Era uma vez, em um bosque repleto de vida, onde os raios de sol dançavam entre as folhas das árvores, uma cigarra que era a própria essência do verão. Enquanto a estação mais quente do ano estendia seus dias dourados, a cigarra dedicava-se ao que sabia fazer de melhor: cantar. Sua voz, melodiosa e despreocupada, ecoava por todos os cantos, celebrando o calor, a abundância e a beleza do presente. Do outro lado do mesmo bosque, em um movimento frenético e organizado, uma colônia de formigas trabalhava incansavelmente. Sob o comando de sua sábia Rainha, cada formiguinha carregava sobre suas costas folhas, grãos e sementes, armazenando tudo em seu formigueiro com um propósito claro: preparar-se para o inverno. O encontro no bosque ensolarado Certa tarde, enquanto a cigarra saltitava de galho em galho, esbarrou em uma pequena formiga que lutava para puxar uma folha muitas vezes maior que ela. A cigarra, curiosa e alegre, interrompeu sua canção para perguntar: – Ei, formiguinha! Para que todo esse trabalho? O verão foi feito para aproveitarmos! Olhe só este sol, sinta esta brisa! A vida é para ser cantada e dançada, não para ser carregada! A formiga, sem parar seu movimento, respondeu com voz séria, porém educada: – Não, cigarra. Nós, formigas, não temos tempo para tanta diversão. Enquanto o sol brilha, é nosso dever armazenar comida para os dias frios que estão por vir. O inverno não tarda a chegar. A cigarra riu, uma risada leve e musical. – O inverno? Mas... Era uma vez um casal que vivia numa cidadezinha do interior. Eles não tinham filhos e eram conhecidos por serem muito gananciosos e nunca estarem contentes com nada. Se fazia sol, reclamavam do calor. Se chovia, reclamavam que não podiam sair de casa. E faziam qualquer coisa por uma moeda de ouro! Um dia, um duende travesso que passava por ali ouviu o que o povo comentava sobre esse casal, e decidiu ver se era verdade tudo aquilo que falavam sobre eles. Numa tarde, quando o marido voltava da floresta carregando lenha, o duende apareceu de dentro do tronco de uma árvore. — Olá, bom homem! Você está bem? Parece cansado e triste... Será que está com fome ou doente? O homem, meio assustado com o duende, respondeu: — Não... não estou doente nem cansado, e também não tenho fome. Nada de ruim está acontecendo comigo. Só estou triste porque eu e minha mulher somos pobres e não conseguimos ter muitas coisas boas como gostaríamos. O duende então disse: — Se você não tem fome nem frio nem está doente, então se alegre porque não é pobre! Mas o homem insistiu: — Sou sim pobre. Um homem que não tem ouro é pobre! O duende riu e respondeu: — Você está enganado. Eu, se quiser, posso ter todo o ouro do mundo, porque como sou duende sei onde estão escondidos todos os tesouros. Mas o que eu preciso é da luz do dia, ter o que comer e uma casa... No tempo do Rei Alfredo, muito longe de Londres, vivia uma pobre viúva. João era seu único filho que era muito rebelde e extravagante. Esta história ficaria conhecida depois como João e o pé de feijão. Aos poucos, ele foi gastando todo o dinheiro que ela possuía. Um dia, pela primeira vez na vida, censurou-o: – Filho malvado! ! ! Não tenho mais dinheiro nem sequer para comprar um pedaço de pão. Só o que me resta é a minha pobre e velha vaca. João tanto amolou a mãe para vender a vaca, que ela acabou consentindo. Quando ele ia levando o animal, encontrou um açougueiro que lhe propôs trocar a vaca por uns grãos mágicos de feijão que ele levava no chapéu. João, julgando ser isso uma grande oferta, aceitou a proposta e voltou para casa. Quando sua mãe viu os feijões por que ele havia trocado a vaca, perdeu a paciência. Apanhou os grãos de feijão, atirou-os para fora da janela, e pôs-se a chorar. João tentou consolá-la, mas não o conseguiu. Como não tinham nada para comer, foram deitar-se com fome. No dia seguinte, João acordou cedo e viu que alguma coisa estava fazendo sombra na janela de seu quarto. Levantou-se, desceu as escadas e foi ao jardim. Aí verificou que os grãos que sua mãe havia atirado pela janela, tinham germinado e o pé de feijão crescera surpreendentemente. As hastes eram grossas e tinham-se entrelaçado como uma trança. Estavam tão altas, que davam a impressão de... Em uma floresta não muito longe moravam os três porquinhos com toda sua família. Conforme eles foram crescendo, seus pais perceberam que ainda estavam muito dependentes... Não ajudavam no trabalho de casa nem se esforçavam em nada. Então um dia, eles se reuniram e decidiram que os porquinhos, que já estavam bem crescidos, fossem morar sozinhos. Os pais deram dinheiro a cada um deles e alguns bons conselhos. Assim os três porquinhos partiram para o bosque em busca de um bom lugar para construir, cada um, a sua casa. O primeiro porquinho, que era o mais preguiçoso de todos, foi logo optando por um meio de construir sua casa o mais rápido possível e que não necessitasse de muito esforço. Ele decidiu constriuir uma casa de palha, embora os seus irmãos lhe tenham dito que não era segura. Já o segundo porquinho, que era um pouco menos preguiçoso que o primeiro mas que também não gostava muito de trabalhar, construiu uma casa de madeira. Ele decidiu assim porque julgava ser mais resistente que uma casa de palha, mas ainda assim era rápida de se construir. E o terceiro porquinho, o mais sensato de todos e mais trabalhador, preferiu construir uma casa de tijolos e alvenaria. Demorou um pouco para construí-la mas depois de três dias de intenso trabalho a casa estava prontinha! Com todos morando em suas casas chegou a notícia de que um perigoso lobo rondava pelo bosque. E não demorou muito para que aparecesse pela redondeza, em busca... Há muito tempo, em um reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua pequena filha, a princesa Branca de Neve. A menina recebeu esse nome porque tinha a pele branca como a neve, lábios vermelhos como o sangue e cabelos negros como o ébano. Que tal ouvir esta historinha? A nova rainha e o espelho mágico Com a morte da rainha, o rei acabou se casando novamente. A nova esposa, porém, era uma feiticeira vaidosa e cruel, que possuía um espelho mágico. Todos os dias, ela perguntava: — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? E o espelho respondia: — És a mais bela de todas, minha rainha. Branca de Neve crescia e se tornava cada vez mais bonita, amável e querida por todos, o que despertava a inveja da rainha. Depois que o rei morreu, a madrasta obrigou a princesa a trabalhar como empregada no castelo, usando trapos e fazendo as tarefas mais pesadas. A ordem cruel e a fuga para a floresta Um dia, ao perguntar novamente ao espelho quem era a mais bela, a rainha ouviu a resposta que mais temia: — Branca de Neve é agora a mais bela. Furiosa, ela ordenou ao caçador: — Leve a princesa à floresta e mate-a. Traga o coração dela nesta caixa. O caçador levou Branca de Neve para a floresta, mas não teve coragem de fazer mal à princesa. — Fuja, princesa! A rainha quer matá-la. Não volte ao castelo! — disse ele. Branca de... Há muitos anos, em uma terra distante, vivia um rico mercador com suas três filhas. As duas mais velhas eram egoístas e vaidosas, mas a mais jovem era tão amável e linda que todos a chamavam simplesmente de Bela. Um dia, o mercador se preparou para uma longa viagem a negócios. Antes de partir, perguntou às filhas que presentes gostariam de receber. As mais velhas pediram vestidos caros e joias raras, mas Bela permaneceu em silêncio. — E você, minha querida Bela? O que seu coração deseja? — perguntou o pai. — Quero apenas uma rosa, papai. Uma única rosa vermelha, pois elas não crescem em nossos jardins — respondeu ela, abraçando-o com carinho. O castelo encantado e a Fera O mercador partiu e resolveu seus negócios. Na viagem de volta, ansioso para rever as filhas, foi apanhado por uma terrível tempestade no meio da floresta, que o fez perder o caminho. Cansado, com frio e fome, ele já havia perdido as esperanças quando avistou uma luz fraca ao longe. Seguindo a luz, chegou a um palácio magnífico, com portões abertos e acolhedores. Ele chamou, mas ninguém respondeu. Decidiu entrar para se abrigar. O interior era suntuoso, com lareiras acesas e uma mesa posta com um jantar quente e delicioso, como se esperasse por ele. Sem encontrar ninguém, o homem comeu, aqueceu-se e, encontrando um quarto com uma cama confortável, adormeceu profundamente. Na manhã seguinte, encontrou roupas limpas e um farto café da manhã à sua espera. Agradecido e impressionado... Estava Alice no jardim a ouvir uma história que sua irmã mais velha lhe contava quando, de repente, viu passar um coelho branco muito bem vestido e de luvas brancas! — Que estranho! — exclamou Alice. Curiosa, Alice correu logo atrás dele mas o coelho desapareceu pelo chão. Alice, sem hesitar, seguiu-o e descobriu um buraco fundo junto a uma árvore. — Será que consigo passar por aqui? — murmurou Alice. Deslizou cuidadosamente pelo buraco, que estava estranhamente decorado. Assim que chegou ao fundo, encontrou um corredor com várias portas fechadas. No final do corredor, Alice viu uma pequena mesa com uma chave dourada. — Talvez essa chave abra uma dessas portas — pensou Alice. Alice então pegou na chave e tentou abrir, uma a uma, todas as portas daquele corredor. Quando já estava prestes a desistir, reparou numa pequenina porta em um canto do corredor. Logo que colocou a chave na fechadura, a porta abriu facilmente, e através dela Alice viu um lindo jardim! — Que maravilha! — exclamou Alice, mas logo se desapontou. — Sou grande demais para passar por essa porta. Alice fechou a porta e olhou ao redor. Viu então que na mesa estava agora uma garrafa com um rótulo que dizia: “Bebe-me”. — O que pode acontecer? — disse Alice, pegando a garrafa e bebendo. De repente ela começou a encolher, ficando pequenina como um ratinho. — Oh, meu Deus! Agora estou muito pequena para alcançar a chave! — lamentou Alice. Enquanto tentava de alguma... Alladin era filho de um pobre alfaiate que vivia numa cidade da China. Quando seu pai morreu ele era ainda muito jovem, e sua mãe teve que trabalhar de diarista e costurar dia e noite para sustentá-lo. Um dia, quando tinha mais ou menos quinze anos, estava brincando na rua, com alguns companheiros. Um homem estranho que passava parou para olhá-lo. Era um mágico africano que necessitava da ajuda de um jovem. Percebeu logo que Alladin era exatamente quem ele procurava. Primeiro, o mágico indagou das pessoas que estavam ali, quem era o menino. Depois, dirigiu-se a ele e perguntou: – Meu garoto, você não é filho de Shang Ling, o alfaiate? – Sim, senhor, mas meu pai morreu há muito tempo, respondeu o menino. Ao ouvir estas palavras, o mágico, com os olhos cheios de lágrimas, abraçou Alladin,e disse: – Você é meu sobrinho, pois seu pai era meu irmão. Eu o conheci à primeira vista, porque você é muito parecido com ele. O homem deu duas moedas de ouro a Alladin, dizendo: – Vá para casa e diga à sua mãe para preparar o jantar; esta noite irei jantar com vocês. Encantado com o dinheiro e com aquele tio, Alladin correu para casa. – Mamãe, eu tenho algum tio? perguntou ele. – Que eu saiba, não, meu filho. Seu pai não tinha irmãos e eu também não os tenho, respondeu a senhora. – Acabei de encontrar um senhor que me disse ser irmão de papai. Deu-me este dinheiro... Era uma vez, na beira de uma floresta, uma cabana pequenina feita de troncos de árvore. Lá moravam um lenhador, sua segunda esposa e seus dois filhinhos do primeiro casamento: João e Maria. A vida sempre foi difícil naquela casa, mas naquele ano as coisas ficaram ainda piores. Não havia comida suficiente para todos. — Mulher, o que vai ser de nós? Vamos morrer de fome, e as crianças vão ser as primeiras — disse o lenhador, muito preocupado. — Eu tenho uma ideia — disse a madrasta, que tinha um coração muito ruim. — Amanhã vamos dar um pedacinho de pão para João e Maria, levar eles para bem longe na mata e deixar lá. O lenhador não queria fazer uma coisa tão cruel com seus filhinhos, mas a mulher insistiu tanto que ele acabou concordando. No quarto ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo. Maria começou a chorar baixinho. — E agora, João? A gente vai se perder na floresta e morrer. — Não chora, Maria. Eu tenho uma ideia — disse João, consolando a irmã. Ele esperou os pais dormirem, saiu da casa bem quietinho e juntou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam no luar. Escondeu tudo no bolso e voltou para a cama. A primeira fuga No dia seguinte, bem cedinho, a madrasta acordou as crianças. — Vamos cortar lenha na mata. Esse pão é para vocês. Os quatro saíram juntos: o pai e a madrasta na frente, as crianças atrás. A cada dez... Há muito tempo, em um reino ensolarado, uma gota de pura luz do sol caiu na Terra e dela brotou uma flor dourada com o poder de curar os doentes e rejuvenescer os velhos. Por séculos, uma bruxa egoísta chamada Mãe Gothel usou a flor para se manter jovem, escondendo-a para si. Enquanto isso, no castelo, a amada rainha do reino ficou gravemente doente enquanto esperava sua primeira filha. Desesperados, os guardas reais encontraram a lendária flor dourada e, com ela, prepararam uma poção que curou a rainha. Pouco tempo depois, ela deu à luz uma linda princesa com cabelos dourados brilhantes, a quem chamaram de Rapunzel. O poder da flor mágica havia passado para os cabelos da pequena princesa. Gothel, temendo envelhecer, invadiu o castelo durante a noite. Ela descobriu que, ao cortar o cabelo, ele perdia sua magia, então tomou uma decisão terrível: sequestrou a princesa e a trancou em uma torre escondida no meio da floresta, criando-a como sua própria filha e usando o poder de seus cabelos para manter sua juventude. A vida na torre e o sonho das lanternas Anos se passaram. Rapunzel cresceu na torre, tornando-se uma jovem vibrante e artística, com a companhia apenas de seu camaleão, Pascal. Seus cabelos cresceram até um comprimento incrível. Mãe Gothel a manipulava, dizendo que o mundo exterior era um lugar perigoso e cheio de pessoas que cobiçariam seu poder. – Lembre-se, Rapunzel. O mundo lá fora é cruel. Fique aqui, onde você está segura. Comigo. –... Uma história para dormir sobre bondade e magia! Era uma vez, em um reino distante onde as flores desabrochavam o ano todo e os pássaros cantavam melodias de esperança, uma jovem de coração puro chamada Cinderela. Ela não sempre fora conhecida por esse nome; outrora, fora chamada de Ella, e vivia em uma casa feliz com seus pais. A vida, porém, tece fios inesperados. Quando sua mãe adoeceu gravemente, seus últimos suspiros foram um pedido: "Meu amor, prometa-me que será sempre bondosa e corajosa. " E Ella prometeu. Seu pai, um comerciante rico, na esperança de dar uma nova mãe a Ella, casou-se novamente. A nova esposa chegou trazendo consigo duas filhas, Anastácia e Drisella. Por um breve período, houve uma sombra de felicidade. Mas a tragédia tornou a bater à porta, e o pai de Ella faleceu subitamente, deixando-a à mercê da madrasta. Foi então que a luz se apagou na vida da jovem. A madrasta, revelando sua verdadeira natureza cruel e invejosa, tomou conta da casa e da fortuna da família. Ella foi expulsa de seus aposentos, obrigada a vestir trapos e a dormir no frio e poeirento sótão, perto das cinzas da lareira. Por causa disso, as irmãs cruéis começaram a chamá-la de "Cinderela". — Cinderela! Traga nosso café! — Cinderela! Lave estas roupas! — Cinderela! Limpe este chão! Os dias de Cinderela se transformaram em uma sucessão interminável de tarefas. Ela esfregava, lavava, cozinhava e atendia a todos os caprichos de sua madrasta e meias-irmãs. Mesmo... Em uma granja uma pata teve quatro patinhos muito lindos. Porém, quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada: – Que pato tão grande e tão feio! No dia seguinte, de manhãzinha, dona Pata levou a ninhada para perto do riacho. Mas os patos maiores estavam achando aquele patinho marrom, muito feio. Não parece pato não! – Dizia uma galinha carijó. O galo então, estava muito admirado do tal patinho. – Tomem cuidado com o gatão preto. Não se afastem muito de mim, dizia a Mãe Pata. Chegaram à lagoa e logo dona pata e os pequenos entraram na água. Mamãe estava orgulhosa. Mas o patinho feio era desajeitado, como ele só. Não conseguia nadar. Afundava a todo momento. Teve que sair para fora da água. E foi só gozação dos demais. Dona pata ainda ensinou-os a procurar minhocas e a dividi-las com os irmãos. Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe: – Vá embora porque é por tua causa que todos estão olhando para nós! Não sei porque o gatão preto, não leva você para sempre? – O pobre patinho ficava sempre isolado dos demais. Os patos mais velhos, judiavam do pobrezinho dando-lhe bicadas. Todos os seus irmãos eram amarelinhos e pequeninos, e ele era feio, marrom, grandão e desengonçado. De tão rejeitado por ser diferente, resolveu fugir. Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. – De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em vôo. O cão dos... Há muito tempo, em um reino próspero, viviam um rei e uma rainha que, apesar de toda a riqueza, tinham um grande vazio em seus corações: o sonho de ter um filho. Suas preces foram finalmente atendidas quando, para a alegria de todo o reino, a rainha deu à luz uma linda menina, a quem chamaram de Aurora. O rei, radiante de felicidade, organizou uma grandiosa festa de batizado. Foram convidados nobres, amigos e, como convidadas de honra, as treze fadas mais poderosas do reino. Havia, porém, um problema: o castelo possuía apenas doze pratos de ouro para servir as convidadas mágicas. Temendo ofender uma fada ao oferecer-lhe um prato de prata comum, o rei tomou uma decisão arriscada: não convidar a décima terceira fada. A maldição da fada esquecida No dia da festa, uma a uma, as doze fadas convidadas se aproximaram do berço da pequena Aurora, concedendo-lhe um dom mágico. — Você será a mais bela de todas — disse a primeira. — Terá um coração justo e bondoso — abençoou a segunda. — Sua inteligência brilhará como o sol — presenteou a terceira. Onze fadas já haviam dado suas bênçãos quando, subitamente, as portas do salão se abriram com um estrondo. Era a décima terceira fada, com o rosto sombrio de fúria por ter sido excluída. Em um silêncio assustador, ela se aproximou da princesa e lançou sua terrível maldição: — Quando completar quinze anos, a princesa espetará o dedo no fuso de uma roca e morrerá!...